quarta-feira, 25 de maio de 2016

Amy Winehouse: filme mostra vida da cantora por trás dos holofotes

Quem já assistiu na Netflix ao documentário lançado no ano passado sobre a vida da cantora Amy Winehouse? Eu o assisti assim que ele entrou pra grade do site! Estava super ansiosa para ver! Eu adoro biografias, principalmente as de artistas. Gosto de tentar entender como pessoas criativas e inspiradoras lidam (ou lidaram) com seus conflitos emocionais (que nunca são poucos), como eram suas rotinas diárias, etc...

E eu sempre gostei muito das músicas da Amy, da sua voz única, do jeito que ela se vestia. Fiquei muito triste quando ela faleceu, em 2011, pois eu torcia, aqui de longe, para que ela conseguisse vencer a batalha contra as drogas. Amy sempre me pareceu uma pessoa do bem, que só queria viver a vida dela, fazer sua música e ter um pouco de paz. Infelizmente, não conseguiu...

Problemas familiares

Ao ver o filme, essa imagem que eu tinha dela se confirmou. Uma garota que, desde cedo, já era super talentosa, mas que teve problemas para lidar com a separação dos pais, a falta de pulso firme da mãe (ela mesma dizia que a mãe devia ser mais rígida com ela) e a constante ausência do pai. Uma menina que passou a vida em busca de amor, carinho, proteção.

Amy Winehouse

É mais uma história que nos mostra o quanto nossas relações com nossos pais influenciam nossa vida e o quanto podemos passar nossa existência inteira em busca da aprovação deles. Passamos a agir em função disso, mesmo que inconscientemente, e seguimos tentando tapar com coisas exteriores um buraco que é interno. E, para quem é apresentado às drogas e ao álcool, esse buraco só cresce, se transforma numa cratera tão grande que engole a pessoa.


Vista como fonte de renda pelo pai e o marido

Neste filme dirigido por Asif Kapadia, o espectador é levado a crer que o pai da cantora, Mitch Winehouse, só estava interessado na rentabilidade da carreira da filha. A saúde emocional e física dela não era tão importante quanto os milhões de dólares que ela rendia.

O ex-marido, Blake Fielder-Civil, também parecia gostar mais da vida que a esposa lhe proporcionava do que dela própria. Ele a tinha abandonado anos antes para reatar com sua ex-namorada e só voltou a procurá-la quando, provavelmente, percebeu que seria uma escolha rentável. Foi Blake quem a introduziu no mundo das drogas mais pesadas, por isso, muitos o culpam pela morte de Amy.




Os efeitos das drogas em seu corpo e sua vida

O documentário é muito bem feito. Fiquei impressionada com a quantidade de imagens gravadas de vários períodos da vida cotidiana da cantora. Ao aparecer na tela cantando seus tão conhecidos sucessos, Amy faz o espectador viajar no tempo. Ao longo das 2 horas e 8 minutos de projeção, também é possível acompanhar as mudanças físicas que o estilo de vida autodestrutivo foram causando à menina inicialmente saudável e cheia de vida, que vai definhando e ficando com a saúde cada vez mais debilitada.

Antes e depois Amy Winehouse
Amy Winehouse antes e depois da dependência química.
Os tablóides internacionais não perdiam a chance de explorar sua fragilidade, aproveitando cada deslize, cada recaída para estampar suas capas com os piores cliques possíveis da cantora. No documentário, fica bem claro o efeito negativo que essa pressão da mídia causava à saúde emocional de Amy. Ela não gostava de ser famosa, não sabia lidar com tanto assédio, queria fugir daquilo. Mas foi engolida pelo próprio sucesso, que saiu do controle. Foi vítima do próprio talento.
Amy Back to black

Quando o filme vai se aproximando do fim, e ela vive um momento mais calmo, mais consciente e de reabilitação, a gente torce pro final ser diferente e ela não partir.
Juro, mesmo já sabendo antecipadamente como tudo terminou, eu torci pra Amy dar a volta por cima. Eu torci para ela voltar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá! Obrigada pela visita! Deixe a sua dúvida ou opinião, que eu responderei o mais breve possível.