segunda-feira, 14 de outubro de 2019

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Imagem: jadlog.com.br

Há alguns meses atrás, eu tive que fazer algumas modificações na forma de operar a loja virtual para poder me adaptar à minha nova rotina. Isso porque eu voltei (outra vez) a trabalhar fora, de carteira assinada. Mas continuo tocando meus projetos pessoais. Depois que a gente prova o gostinho do empreendedorismo e vê que pode ganhar dinheiro sozinha, não consegue mais abrir mão disso.

Nos outros dois empregos que tive depois que abri a loja, sempre havia uma agência dos Correios perto, então, era bem tranquilo postar os pedidos no horário do almoço. Mas, desta vez, o lugar onde trabalho fica distante do Correio, tenho que pegar ônibus e encarar um pouco de trânsito, além da fila na agência, que é bem movimentada.

Então, a melhor opção para não tornar a rotina ainda mais cansativa foi colocar a minha loja dentro do Elo7 de férias, porque por lá a única opção de envio dos produtos é pelos Correios. Então, no momento, eu estou vendendo somente pelo meu site próprio, porque a plataforma que eu uso, a Minestore, oferece a possibilidade de integração com diversos serviços que facilitam e muito a operação de uma loja virtual. Como, por exemplo, o Melhor Envio, um serviço de gerenciamento de fretes muito bom. 

Através do Melhor Envio, além dos Correios, eu também tenho a opção de enviar os pedidos por transportadora, mais especificamente, pela JadLog, que é a empresa habilitada na integração com a Minestore.

A Jadlog é uma das transportadoras mais utilizadas no país por atender diversas regiões e transportar os mais diferentes tipos de cargas. Eu já a conheço há algum tempo porque trabalhei no e-commerce de uma empresa que enviava os pedidos com eles, mas através de um contrato de serviço particular.


Enviando encomendas pela JadLog utilizando o Melhor Envio

Enviar encomendas pela JadLog através do Melhor Envio é bem simples. Porém, é necessário emitir nota fiscal do produto que será enviado. Diferentemente dos Correios, que entrega encomendas apenas com uma simples Declaração de Conteúdo preenchida a mão, a JadLog não transporta nada sem nota fiscal.

Para quem não está acostumado, pode parecer complicado emitir NF, mas eu que não sabia nada sobre o assunto, busquei por manuais e apostilas que me ajudaram muito e, este ano, passei a emitir NFA-e (Nota Fiscal Avulsa Eletrônica) como MEI através do site da SEFAZ-RJ sem nenhum stress.

Além de servir como um documento oficial que carrega todos os dados da operação de venda em questão, a nota fiscal é imprescindível para que você consiga enviar seus produtos através da JadLog. Isso porque é preciso inserir a chave de acesso e o número da NF no site para poder gerar a etiqueta de postagem do Melhor Envio.

Pedido Loja Virtual Melhor Envio JadLog
Uma das caixas de produtos que já enviei através do Melhor Envio / JadLog.
A nota fiscal está presa na lateral esquerda.

Após imprimir a etiqueta e anexá-la à embalagem do produto juntamente com a nota fiscal, é só levar a caixa até uma unidade da Jadlog escolhida previamente dentro do painel de configurações do Melhor Envio. Você só poderá fazer suas postagens nesta unidade.

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JadLog Unidade Duque de Caxias

Eu envio os meus pedidos através da unidade da JadLog em Duque de Caxias, que fica bem próxima ao meu atual emprego. Tão próxima que eu vou postar os meus pedidos caminhando tranquilamente por uns 10 minutos durante o meu horário de almoço.

JadLog Unidade Duque de Caxias RJ
Nova unidade da JadLog em Duque de Caxias.
É neste portão vermelho, assim, sem nada escrito do lado de fora mesmo.

Nas primeiras vezes em que enviei pela JadLog, eu estranhei muito o fato deles não fazerem o procedimento de postagem na hora em que você leva os produtos, como nos Correios. Eles apenas pegam as caixas e te "despacham", dizendo que elas serão postadas naquele mesmo dia.

Bom, apesar disso, até o momento, eu não tenho do que reclamar. Todos os pedidos que enviei até agora foram entregues aos clientes bem rapidamente. No dia seguinte após passar na unidade, sempre recebo por e-mail a atualização de rastreio do Melhor Envio.

Outra coisa um tanto estranha é que, diferentemente dos envios via Correios, o real número de rastreio do objeto só é gerado após o procedimento de emissão pela JadLog. O número que sai acima do código de barras na etiqueta de postagem não serve para acompanhar a entrega.


Tipos de frete Jadlog

Ao comprar em sua loja virtual optando pela entrega via JadLog, seu cliente pode escolher a modalidade Jadlog.com, que é o envio mais em conta e com tempo de entrega maior, equivalente ao PAC dos Correios. Ou pode escolher o Jadlog.package, que é o envio mais rápido e com o preço um pouco mais alto, como o Sedex.


O serviço da JadLog é bom?

Em grupos de e-commerce dos quais participo no Facebook, já vi muitos vendedores reclamando da JadLog. Li muitos relatos de problemas como demora na entrega, descaso no atendimento e postagem, além de dor de cabeça na hora de obter o ressarcimento de encomenda roubada. Também diz a lenda que a transportadora não dá muita importância às entregas oriundas do Melhor Envio porque não ganha nada com elas. Se isso é verdade ou não, eu não sei.

Agora, uma coisa é certa: a JadLog é sim uma boa alternativa aos Correios para enviar os produtos da sua loja virtual. Para diversos estados do país, o frete fica bem mais em conta através dela. Os últimos envios que fiz para São Paulo, por exemplo, ficaram por volta de 17 reais através da Jadlog. Enquanto que, via Correios, o mesmo trajeto estava saindo a mais ou menos 23 reais.

Além de ter acesso a serviços similares aos dos Correios por um preço mais em conta, você não fica preso a uma única opção de transporte. Eu venho tendo uma experiência bem satisfatória com a JadLog e pretendo continuar utilizando. 

domingo, 29 de setembro de 2019

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Eu voltei a trabalhar fora recentemente e, com isso, também voltei a carregar marmita todos os dias. Porque não tá fácil para ninguém e esta é uma maneira de fazer o salário render mais. Mas, além de econômico, levar comida de casa é também um hábito de alimentação saudável, onde a gente consegue ter um controle maior sobre a qualidade do que a gente come.

Por isso, este hábito entra também na listinha de autocuidado. Afinal, como diz aquela velha frase: a gente é o que a gente come. E eu não gosto de carregar a minha comida em qualquer pote. Gosto que ele seja realmente um pote feito para marmita, com divisãozinha interna, fechamento hermético, tudo bonitinho.

Recentemente, o pote que eu usava como marmita estragou. Eu comprei um novo e decidi que faria um porta-marmita para ele. Pensei em fazer uma capa no tamanho específico do pote, mas não achei muito prático, pois ele pode estragar também com o tempo e aí eu perderia a capinha, já que é muito difícil encontrar outro pote exatamente do mesmo tamanho. Depois de pesquisar por inspirações de modelos, cheguei a conclusão de que a melhor opção para mim seria fazer um furoshiki.

Imagem: www.coisasdojapao.com

Para quem não sabe, furoshiki é aquele pano tradicional japonês em formato quadrado e que os orientais usam, há milhares de anos, para embalar ou carregar praticamente tudo. Apenas usando diferentes formas de amarração, é possível fazer sacolas, cestinhos, porta-garrafas, embrulhos para presente, e também porta-marmita, além de muitas outras utilidades.

Há uma diversidade enorme de estampas e padrões de furoshiki, além das versões dupla face, que são lindas e você pode variar usando dos dois lados. Mas, a verdade é que qualquer tecido em formato quadrado pode ser um furoshiki. Eu, por exemplo, fiz o meu reutilizando o tecido de uma camisa  social antiga.

Reaproveitando Camisa Furoshiki marmita xadrez

Eu a comprei na confecção em que trabalhava, ela foi uma piloto descartada e tinha um problema de modelagem na cava que eu pretendia resolver. Mas, a verdade é que ela ficou anos parada dentro do saco de peças para consertar. E eu já não tinha mais vontade de usá-la como roupa. Somado a isso, eu achei o xadrez dela perfeito para um porta-marmita, além de combinar totalmente com o meu novo pote.

Então, decidido isso, eu desmanchei a camisa, recortei o corpo em formas retas e fui emendando até formar dois quadrados. Eu pensei em juntar outro tecido para fazer um furoshiki dupla face, mas depois achei melhor usar todo este xadrez só para isso.

Furoshiki porta marmita tecido xadrez

Este é o furoshiki já pronto, feito com 2 folhas de tecido. O quadrado ficou com 54 cm de largura em cada lado. Dá para ver que foi emendado, mas isso não me incomoda nem um pouco. Pelo contrário, pois eu estou carregando a minha marmita envolvida em um furoshiki ainda mais sustentável por ser feito a partir de uma peça reaproveitada e costurado por mim mesma. Muito amor! ❤

Veja também:


Como dobrar o furoshiki porta-marmita

Usar o furoshiki como porta-marmita é bem fácil, requer um tipo de amarração bem simples. Nas fotos abaixo, eu mostro o passo-a-passo:

Furoshiki porta marmita como dobrar

Primeiro, posicione a sua marmita acima da linha diagonal que divide o quadrado ao meio. 

Furoshiki porta marmita como fazer


Depois, passe a ponta com a parte maior de tecido por cima da marmita e prenda-a embaixo do pote.

Furoshiki porta marmita como fazer

Puxe a outra ponta do tecido, cobrindo a marmita.

Furoshiki porta marmita tecido xadrez

Por último, é só vincar o tecido nas laterais, juntar as duas pontas e fazer um nó no centro da marmita. Aproveitei um pedaço dos retalhos que sobraram da camisa e fiz também um porta-talher. :)

Furoshiki porta marmita tecido xadrez

E o nó ainda serve como alça pro porta-marmita. Lindo, né?! Eu estou amando levar minha comida pro trabalho todos os dias desta forma. Minha marmita se destaca entre as outras lá no job e já tem gente querendo embarcar nesta ideia sustentável junto comigo. 

E você, o que achou? Já conhecia o furoshiki, vai adotar um na sua vida também?

Este mesmo tipo de amarração que mostrei aqui serve também para embrulhar presentes e outros objetos retangulares. Segue no quadro abaixo o passo a passo de outras formas de amarrar o furoshiki. A usada no porta-marmita é a primeira.

Formas amarrar nó furoshiki japonês
Diferentes formas de amarrar o Furoshiki.
Imagem: www.env.go.jp

domingo, 15 de setembro de 2019

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5 Anos Cabelo Crespo Natural

Neste 15 de setembro de 2019, dia em que completo 34 primaveras, estou aqui escrevendo este post, não para falar exatamente das minhas mais de 3 décadas de vida. Mas para celebrar outro acontecimento marcante para mim também ocorrido no mês de setembro.

Estou completando 5 anos livre da dependência química! rs A última vez que eu relaxei o cabelo foi em 10 de setembro de 2014. Nossa, passa muito rápido... Parece que foi ontem que eu entrei em transição pela segunda vez, ainda cheia de dúvidas e inseguranças sobre o que estaria por vir. Sem saber como era o meu real cabelo, se ele formaria cachos ou não, se eu conseguiria cuidar dele da forma correta e, principalmente, sem saber se eu me sentiria bem usando as madeixas naturais.

Hoje, 5 anos depois, só tenho a dizer que a decisão de deixar o meu cabelo natural foi uma das mais acertadas que eu já tomei na vida! Nunca estive tão satisfeita com o meu cabelo e com a minha própria aparência quanto agora. Retornar ao natural foi como fazer as pazes com uma parte de mim mesma com a qual eu estava brigada. Me sinto mais bonita, mais autêntica, mais eu.

Para além da estética, o longo processo de retorno ao cabelo natural me fez ver que eu sou uma pessoa forte. Pois, como eu contei nos posts sobre a transição, esta foi uma empreitada que eu encarei totalmente sozinha, sem o apoio de ninguém.

Leia os posts anteriores:

Eu passei 1 ano em transição esperando o cabelo natural crescer para poder cortar, saindo todos os dias para trabalhar, sem saber como me arrumar de manhã conforme a raiz ia ficando grande e as duas texturas diferentes pareciam lutar uma contra a outra.

Tive que lidar com os olhares tortos dos colegas de trabalho, falta de apoio da família e os comentários preconceituosos do antigo patrão. Isso tudo somado às minhas próprias inseguranças e ao desconhecimento de como cuidar do crespo natural. Mas eu consegui superar tudo isso e seguir adiante com o meu objetivo. Até hoje, não me arrependi nem por um minuto de ter deixado de usar química e nem penso em voltar a usar um dia. 

5 Anos Cabelo Crespo Natural
Eu e o meu crespo natural em 2016, 2017, 2018 e agora em 2019.
Eita efeito encolhimento. :)
Mas claro que não serei hipócrita em dizer que, neste período, tudo tem sido flores. Usar o cabelo crespo natural tem sim os seus pontos negativos. Como dá para ver na foto, o efeito encolhimento do meu tipo de cacho (4a) é muito grande e isso frustra um pouco porque os anos passam e você está sempre com a mesma cara. Porém, quanto a isso não há o que fazer, somente aceitar. Eu estou careca de saber que relaxar para "soltar os cachos" não é solução. 

Além disso, o fator encolhimento não é o que mais me incomoda, e sim o tempo que eu gasto a cada lavagem. Eu pensei que, com o passar do tempo e o comprimento maior, ficaria mais fácil e rápido cuidar do meu cabelo. Pura ilusão. Continuo gastando as mesmas horas que eu gastava lá no início. Isso realmente me frustra bastante.

Mas, mesmo com estes 2 pontos negativos, valeu muito a pena retornar ao natural! Hoje eu tenho um cabelo muito mais saudável, com cachos muito mais bonitos e definidos do que nos anos de relaxamento.

Hoje não terceirizo mais os cuidados com o meu cabelo. Sou totalmente dona do processo e não fico mais presa a nenhuma marca ou salão específico. Sou livre para cuidar das minhas madeixas da forma que eu quiser.

Vez ou outra aparece alguém querendo dar pitaco, perguntando porque eu não relaxo para "soltar os cachos" ou porque eu não uso ele black com mais volume. Eu repondo que gosto de usar ele exatamente assim, com os cachos naturais como são, porém definidos e com menos volume. E estamos nos dando muito bem, obrigada.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

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Bijuteria Artesanal Crochê

Além de vestuário, eu sempre gostei de fazer também bijus de crochê. Acho a técnica muito versátil para criar acessórios delicados e originais. Por isso, além das roupas e acessórios, eu fiz questão de produzir algumas bijus de crochê pra loja.

No momento, estão disponíveis no site diversos modelos de brincos, colares e chockers. Todos com design exclusivo. Seguem fotos e mais detalhes de cada um deles:

Brincos


Brinco Crochê Pérola

Brinco Crochê Gota Pérola 

Composto de pérola em formato de gota envolta com pontos de crochê, este modelo de brinco exclusivo Vestimentarte está disponível nas cores turquesa, como na foto acima, além de pink, royal e preto. 


Brinco Crochê Argola Pérola Vinho

Brinco Crochê Argola Pérolas Vinho

Com base em arame galvanizado modelado manualmente, o Brinco Crochê Argola Pérolas está disponível na cor vinho.


Brinco Crochê Argola Bola Preto

Brinco Crochê Argola Bola Preto

Modelo que une o formato clássico e atemporal das argolas à exclusividade do feito à mão com as esferas de crochê na cor preta, para agradar a todos os estilos.


Brinco Crochê Argola Bola Vermelha

Brinco Crochê Bola Vermelho Mescla

As esferas de crochê também estão presentes neste outro modelo da coleção, desta vez na cor vermelho mescla.


Colares

Além de brincos, a coleção também tem diversos modelos de colares confeccionados total ou parcialmente em crochê. 

Colar Coração Crochê Vermelho Pérola

Colar Coração Crochê Vermelho Pérola

O Colar Coração Crochê Vermelho Pérola traz o romantismo do pingente em formato de coração crochetado em linha vermelha sobre base de arame modelada manualmente.


Colar Mini Bolsinha Crochê Vermelho Mescla

Colar Mini Bolsinha Crochê Vermelho Mescla

Aquele colar que é um misto de biju com acessório utilitário, além de dar aquele up no look, ainda serve para guardar pequenos objetos, como moedas, pen drive ou aquele botãozinho que caiu da sua roupa e você não quer perder.

Colar Crochê Vermelho Concha

Colar Crochê Vermelho Concha

Feito a partir de um cordão de malha suede envolto em pontos de crochê, este colar tem pingente de concha natural e apresenta o contraste entre materiais rústicos e o metal niquelado.


Chocker Sereia Crochê Pingente Concha Verde Água

Chocker Sereia Crochê Pingente Concha Verde Água

E o sereismo não poderia deixar de estar presente também na nossa coleção de bijus. Esta linda chocker em crochê tem como inspiração as ondas do mar e possui pingente em formato de concha, além de regulagem de tamanho na  parte de trás. Disponível nas cores verde água e roxo.

Espero que tenham gostado desta prévia da coleção! Para conhecer todos os modelos, acesse:

sexta-feira, 26 de julho de 2019

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Há quase 3 anos atrás, quando decidi que passaria a vender minhas peças artesanais online, eu não tive nenhuma dúvida de que a melhor opção para mim naquele momento era escolher o Elo7 como vitrine para meus produtos. Afinal, quando se está começando do zero, nada melhor do que ter o empurrãozinho de um marketplace já bastante popular para alavancar as vendas.

Mas, como eu já cheguei a contar neste outro post, chega uma hora em que é preciso ampliar os horizontes e buscar um espaço só seu. Por isso, de lá para cá, além de continuar atuando em marketplaces, eu decidi abrir uma loja virtual própria, um site todinho só meu, sem produtos concorrentes disputando o mesmo espaço.

As vendas por lá ainda são poucas, mas vêm crescendo com o passar do tempo. Conseguir ganhar dinheiro com uma loja virtual própria é uma caminhada árdua e cheia de obstáculos, que começaram a surgir já na fase em que eu estava escolhendo qual plataforma iria utilizar. Não foi uma tarefa nada fácil.

Veja também:

Já sabendo que um site novo, recém-lançado, não ranqueia bem no Google e, consequentemente, recebe raríssimas visitas, gerando poucas ou nenhuma venda, eu já tinha em mente que precisava operar com o mínimo de custos possível para não perder dinheiro durante essa fase de amadurecimento da loja. Não fazia sentido ter um custo fixo de mensalidade, por menor que fosse, num site recém lançado e que não seria minha principal fonte de renda naquele momento.

Então, comecei a pesquisar onde eu poderia abrir uma loja virtual gratuita. Há uma enxurrada de artigos pelo Google listando várias opções de plataformas para abrir uma loja virtual grátis de forma fácil e rápida. Mas, quando você resolve testar cada uma delas, você descobre que um e-commerce realmente gratuito são poucas que oferecem.

E os artigos que encontrei pareciam ser todos escritos por pessoas que nunca tiveram nem tinham a menor intenção de criar uma loja virtual, pois, não citavam problemas básicos dos planos gratuitos da maioria das plataformas citadas.

Por isso, agora que estou há 9 meses com meu site próprio no ar e com as vendas crescendo, graças a Deus, eu resolvi escrever este post contando como foi a minha experiência com o plano gratuito de 4 das principais plataformas de e-commerce brasileiras, qual foi a melhor para mim e qual estou utilizando atualmente.

Isso com a intenção de ajudar pessoas como eu, que não são especialistas em e-commerce e precisam se virar atuando em todas as frentes dentro do seu próprio negócio, operando com o mínimo de custos possível.

Imagem: guiadafarmacia.com.br

Loja Integrada

A primeira plataforma que testei foi uma das mais famosas: a Loja Integrada. E eu a escolhi principalmente por causa da sua popularidade, pois, para mim, isso significava que ela era a melhor opção gratuita do mercado. Mas logo vi que não.

O plano gratuito limita a quantidade de produtos a somente 50, o número de visitas mensais não pode passar de 5.000 e, o pior de tudo, o que me fez pular fora de cara, é que a única opção de intermediador de pagamento que você pode utilizar é o Mercado Pago. Muito limitante.


E-com Clube

Minha segunda plataforma testada foi a E-com.club, com a qual eu simpatizei bastante e realmente cogitei ficar. O site oferece várias opções de personalização da loja, acesso ao código HTML, mais opções de intermediadores de pagamento (Paypal e PagSeguro, além do Mercado Pago) e um limite maior de produtos no plano gratuito: 100 no total. 

Porém, não oferece certificado SSL grátis. É preciso pagar por ele adquirindo-o em empresas especializadas e depois instalá-lo no site. O certificado é um requisito básico para uma loja virtual, pois passa confiabilidade aos clientes, que terão a certeza de estar comprando em um site seguro, que não irá colocar seus dados pessoais em risco. 

E um plano gratuito decente precisa ter isso, já que, na prática, você não vai conseguir operar sem. Por essa falha num ponto tão básico, decidi não ficar na E-com.club e voltei pra minha saga.


Fastcommerce

A terceira opção testada foi a Fast Commerce, que também foi um fiasco. Não gostei do painel administrativo da loja, nada intuitivo. O plano gratuito limita o número de produtos a somente 50 e o único intermediador de pagamento oferecido é o PagSeguro, cujas taxas são um pouco altas.

Além disso, a plataforma lota a sua caixa de e-mail com bobagens e propagandas, e a única forma de se livrar de todo aquele spam é encerrando a loja. Por isso, apesar do certificado SSL gratuito, decidi pular fora da Fast Commerce.


Blogger

Sim, o Blogger também é uma opção de plataforma para a criação de uma loja virtual. E eu tentei usá-lo para isso também, já que é um serviço gratuito, com o qual eu já estou acostumada e que oferece certificado SSL grátis.

Não é difícil encontrar pela internet opções de temas de loja virtual para instalar no Blogger. E eu realmente cheguei a criar um blog com este intuito, a instalar e customizar um template para ser minha loja online. Mas desisti devido à trabalheira que dá deixar um blog com cara de loja virtual confiável. Também tive medo de que o site apresentasse algum bug ou inconsistência na página de checkout e espantasse os clientes.

Nos temas gratuitos, a única forma de pagamento possível é o Paypal, que não é muito usado por compradores dentro do Brasil. Sim, também dá para configurar facilmente botões de pagamento do PagSeguro. Mas não é muito prático, pois você precisa configurar um botão para cada produto isoladamente. O que torna inviável o trabalho de gerenciamento da loja. 

Por isso, eu desisti de montar minha loja no Blogger e recomendo fortemente que você também desista e parta para uma plataforma específica para e-commerce, rs. 


Minestore


Enfim, a última plataforma testada por mim foi a Minestore, que é onde minha loja está hospedada até hoje. Apesar de ter sido a escolhida e de eu estar bastante satisfeita com ela atualmente, preciso confessar que não gostei da Minestore de primeira. As pouquíssimas opções de temas disponíveis e a limitada possibilidade de customização dos mesmos são o principal ponto negativo da plataforma e foi fonte de frustração para mim no início.

Mas, por outro lado, pude constatar que a Minestore é a única plataforma de e-commerce que realmente oferece a possibilidade de uma operação online completa e gratuita. Isso porque o plano sem mensalidade não limita a quantidade de produtos que você pode cadastrar nem o número de visitas mensais, o certificado SSL é gratuito e você pode escolher entre 4 intermediadores financeiros diferentes para operar: Wirecard, Pagseguro, Paypal e Mercado Pago.

Optei pela Wirecard, pois ela é a única opção oferecida dentro do Elo7 e eu já recebia por lá, fora que ela tem uma das menores taxas. Eu pago somente 3,59% nas vendas com cartão de crédito ou 2,60% nos boletos + 0,39 para receber o pagamento em 30 dias.

Além disso, há integração com diversos serviços, como Google Analytics, Google Shopping, Bling, Melhor Envio e aplicativos de chat. Funcionalidades muito importantes dentro de uma loja virtual. Tudo isso sem a cobrança de mensalidade fixa, somente o pagamento de uma taxa de 2,99% sobre cada venda + a taxa cobrada pelo intermediador financeiro escolhido.

Estou com minha loja aberta na Minestore há 9 meses e não tenho do que reclamar. Eu tenho um site seguro, estável, com meu domínio próprio, otimizado para SEO, tudo isso a um custo baixíssimo. Recomendo fortemente esta plataforma para quem precisa abrir uma loja virtual, mas tem pouca ou nenhuma grana para investir.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

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Consertando Meias Sapatilha furadas
Expondo meu dedão do pé na internê para mostrar o conserto que fiz recentemente de um item considerado menos
importante no guarda-roupa feminino e que com certeza irrita muitas mulheres por sua baixa durabilidade.

Com alguns tipos de sapatos, como oxfords, que têm a lateral baixinha, eu prefiro usar meias do tipo sapatilha porque elas ficam escondidas dentro do sapato e deixam o visual mais limpo. Mas, todo mundo sabe que, ao mesmo tempo em que estas meias são práticas e discretas, também não duram nada. 

Na primeira ou segunda vez usando, não importa se suas unhas estavam devidamente cortadas e lixadas, elas já desfiam e abrem um buraco. Um saco! Por isso, depois de chegar ao quarto par de meias furado e encostado no armário, eu resolvi remendá-las. Sim, remendar.

Consertando Meias Sapatilha furadas
4 pares de meias que furaram praticamente na primeira vez usando.
Mas Tamara, isso é tão barato, vale a pena ter todo este trabalho? Sim, realmente é muito barato. Eu paguei apenas 5 reais na última caixinha que comprei com 2 pares. E ainda tenho 1 par novo, sem usar, guardado nela. Mas, é revoltante, estas meias parecem feitas para serem descartáveis de tão pouco que duram.

E a gente precisa parar com este péssimo hábito de simplesmente jogar fora e comprar outro. Pro planeta, não existe fora. Temos que resgatar aquela antiga prática das nossas mães e avós de consertar as coisas quando elas estragavam e usá-las ao máximo. Por isso, eu resolvi ter sim o trabalho de remendar os 4 pares de meias furadas que estavam encostadas no guarda-roupa.

Materiais que usei no conserto: fio para overloque bege, tesoura e agulha.
Usei o ponto chuleio, que é super fácil de fazer à mão, até mesmo para quem não tem nenhuma intimidade com a agulha. E fio para overloque na cor bege, que tem elasticidade, assim como as meias, e não deixou a costura ficar repuxando. Fiz este vídeo mostrando como costurei:



Eu repeti este mesmo processo do vídeo com todos os 4 pares. E este aqui é o resultado final da mesma meia da primeira foto do post:

Consertando Meias Sapatilha furadas
Meia sapatilha fio 70 remendada manualmente com fio para overloque.
Claro que as meias não ficam como novas outra vez, mas o mais importante é que dá para voltar a usá-las normalmente, sem ficar com os dedos escapando pelos buracos e incomodando dentro do sapato. Estou usando todas para ir trabalhar.

E vocês, meninas também usam meias sapatilha e ficam revoltadas com a baixa durabilidade delas? Já tentaram consertá-las de alguma outra forma? Conta para mim nos comentários.