domingo, 15 de setembro de 2019

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5 Anos Cabelo Crespo Natural

Neste 15 de setembro de 2019, dia em que completo 34 primaveras, estou aqui escrevendo este post, não para falar exatamente das minhas mais de 3 décadas de vida. Mas para celebrar outro acontecimento marcante para mim também ocorrido no mês de setembro.

Estou completando 5 anos livre da dependência química! rs A última vez que eu relaxei o cabelo foi em 10 de setembro de 2014. Nossa, passa muito rápido... Parece que foi ontem que eu entrei em transição pela segunda vez, ainda cheia de dúvidas e inseguranças sobre o que estaria por vir. Sem saber como era o meu real cabelo, se ele formaria cachos ou não, se eu conseguiria cuidar dele da forma correta e, principalmente, sem saber se eu me sentiria bem usando as madeixas naturais.

Hoje, 5 anos depois, só tenho a dizer que a decisão de deixar o meu cabelo natural foi uma das mais acertadas que eu já tomei na vida! Nunca estive tão satisfeita com o meu cabelo e com a minha própria aparência quanto agora. Retornar ao natural foi como fazer as pazes com uma parte de mim mesma com a qual eu estava brigada. Me sinto mais bonita, mais autêntica, mais eu.

Para além da estética, o longo processo de retorno ao cabelo natural me fez ver que eu sou uma pessoa forte. Pois, como eu contei nos posts sobre a transição, esta foi uma empreitada que eu encarei totalmente sozinha, sem o apoio de ninguém.

Leia os posts anteriores:

Eu passei 1 ano em transição esperando o cabelo natural crescer para poder cortar, saindo todos os dias para trabalhar, sem saber como me arrumar de manhã conforme a raiz ia ficando grande e as duas texturas diferentes pareciam lutar uma contra a outra.

Tive que lidar com os olhares tortos dos colegas de trabalho, falta de apoio da família e os comentários preconceituosos do antigo patrão. Isso tudo somado às minhas próprias inseguranças e ao desconhecimento de como cuidar do crespo natural. Mas eu consegui superar tudo isso e seguir adiante com o meu objetivo. Até hoje, não me arrependi nem por um minuto de ter deixado de usar química e nem penso em voltar a usar um dia. 

5 Anos Cabelo Crespo Natural
Eu e o meu crespo natural em 2016, 2017, 2018 e agora em 2019.
Eita efeito encolhimento. :)
Mas claro que não serei hipócrita em dizer que, neste período, tudo tem sido flores. Usar o cabelo crespo natural tem sim os seus pontos negativos. Como dá para ver na foto, o efeito encolhimento do meu tipo de cacho (4a) é muito grande e isso frustra um pouco porque os anos passam e você está sempre com a mesma cara. Porém, quanto a isso não há o que fazer, somente aceitar. Eu estou careca de saber que relaxar para "soltar os cachos" não é solução. 

Além disso, o fator encolhimento não é o que mais me incomoda, e sim o tempo que eu gasto a cada lavagem. Eu pensei que, com o passar do tempo e o comprimento maior, ficaria mais fácil e rápido cuidar do meu cabelo. Pura ilusão. Continuo gastando as mesmas horas que eu gastava lá no início. Isso realmente me frustra bastante.

Mas, mesmo com estes 2 pontos negativos, valeu muito a pena retornar ao natural! Hoje eu tenho um cabelo muito mais saudável, com cachos muito mais bonitos e definidos do que nos anos de relaxamento.

Hoje não terceirizo mais os cuidados com o meu cabelo. Sou totalmente dona do processo e não fico mais presa a nenhuma marca ou salão específico. Sou livre para cuidar das minhas madeixas da forma que eu quiser.

Vez ou outra aparece alguém querendo dar pitaco, perguntando porque eu não relaxo para "soltar os cachos" ou porque eu não uso ele black com mais volume. Eu repondo que gosto de usar ele exatamente assim, com os cachos naturais como são, porém definidos e com menos volume. E estamos nos dando muito bem, obrigada.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

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Bijuteria Artesanal Crochê

Além de vestuário, eu sempre gostei de fazer também bijus de crochê. Acho a técnica muito versátil para criar acessórios delicados e originais. Por isso, além das roupas e acessórios, eu fiz questão de produzir algumas bijus de crochê pra loja.

No momento, estão disponíveis no site diversos modelos de brincos, colares e chockers. Todos com design exclusivo. Seguem fotos e mais detalhes de cada um deles:

Brincos


Brinco Crochê Pérola

Brinco Crochê Gota Pérola 

Composto de pérola em formato de gota envolta com pontos de crochê, este modelo de brinco exclusivo Vestimentarte está disponível nas cores turquesa, como na foto acima, além de pink, royal e preto. 


Brinco Crochê Argola Pérola Vinho

Brinco Crochê Argola Pérolas Vinho

Com base em arame galvanizado modelado manualmente, o Brinco Crochê Argola Pérolas está disponível na cor vinho.


Brinco Crochê Argola Bola Preto

Brinco Crochê Argola Bola Preto

Modelo que une o formato clássico e atemporal das argolas à exclusividade do feito à mão com as esferas de crochê na cor preta, para agradar a todos os estilos.


Brinco Crochê Argola Bola Vermelha

Brinco Crochê Bola Vermelho Mescla

As esferas de crochê também estão presentes neste outro modelo da coleção, desta vez na cor vermelho mescla.


Colares

Além de brincos, a coleção também tem diversos modelos de colares confeccionados total ou parcialmente em crochê. 

Colar Coração Crochê Vermelho Pérola

Colar Coração Crochê Vermelho Pérola

O Colar Coração Crochê Vermelho Pérola traz o romantismo do pingente em formato de coração crochetado em linha vermelha sobre base de arame modelada manualmente.


Colar Mini Bolsinha Crochê Vermelho Mescla

Colar Mini Bolsinha Crochê Vermelho Mescla

Aquele colar que é um misto de biju com acessório utilitário, além de dar aquele up no look, ainda serve para guardar pequenos objetos, como moedas, pen drive ou aquele botãozinho que caiu da sua roupa e você não quer perder.

Colar Crochê Vermelho Concha

Colar Crochê Vermelho Concha

Feito a partir de um cordão de malha suede envolto em pontos de crochê, este colar tem pingente de concha natural e apresenta o contraste entre materiais rústicos e o metal niquelado.


Chocker Sereia Crochê Pingente Concha Verde Água

Chocker Sereia Crochê Pingente Concha Verde Água

E o sereismo não poderia deixar de estar presente também na nossa coleção de bijus. Esta linda chocker em crochê tem como inspiração as ondas do mar e possui pingente em formato de concha, além de regulagem de tamanho na  parte de trás. Disponível nas cores verde água e roxo.

Espero que tenham gostado desta prévia da coleção! Para conhecer todos os modelos, acesse:

sexta-feira, 26 de julho de 2019

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Há quase 3 anos atrás, quando decidi que passaria a vender minhas peças artesanais online, eu não tive nenhuma dúvida de que a melhor opção para mim naquele momento era escolher o Elo7 como vitrine para meus produtos. Afinal, quando se está começando do zero, nada melhor do que ter o empurrãozinho de um marketplace já bastante popular para alavancar as vendas.

Mas, como eu já cheguei a contar neste outro post, chega uma hora em que é preciso ampliar os horizontes e buscar um espaço só seu. Por isso, de lá para cá, além de continuar atuando em marketplaces, eu decidi abrir uma loja virtual própria, um site todinho só meu, sem produtos concorrentes disputando o mesmo espaço.

As vendas por lá ainda são poucas, mas vêm crescendo com o passar do tempo. Conseguir ganhar dinheiro com uma loja virtual própria é uma caminhada árdua e cheia de obstáculos, que começaram a surgir já na fase em que eu estava escolhendo qual plataforma iria utilizar. Não foi uma tarefa nada fácil.

Veja também:

Já sabendo que um site novo, recém-lançado, não ranqueia bem no Google e, consequentemente, recebe raríssimas visitas, gerando poucas ou nenhuma venda, eu já tinha em mente que precisava operar com o mínimo de custos possível para não perder dinheiro durante essa fase de amadurecimento da loja. Não fazia sentido ter um custo fixo de mensalidade, por menor que fosse, num site recém lançado e que não seria minha principal fonte de renda naquele momento.

Então, comecei a pesquisar onde eu poderia abrir uma loja virtual gratuita. Há uma enxurrada de artigos pelo Google listando várias opções de plataformas para abrir uma loja virtual grátis de forma fácil e rápida. Mas, quando você resolve testar cada uma delas, você descobre que um e-commerce realmente gratuito são poucas que oferecem.

E os artigos que encontrei pareciam ser todos escritos por pessoas que nunca tiveram nem tinham a menor intenção de criar uma loja virtual, pois, não citavam problemas básicos dos planos gratuitos da maioria das plataformas citadas.

Por isso, agora que estou há 9 meses com meu site próprio no ar e com as vendas crescendo, graças a Deus, eu resolvi escrever este post contando como foi a minha experiência com o plano gratuito de 4 das principais plataformas de e-commerce brasileiras, qual foi a melhor para mim e qual estou utilizando atualmente.

Isso com a intenção de ajudar pessoas como eu, que não são especialistas em e-commerce e precisam se virar atuando em todas as frentes dentro do seu próprio negócio, operando com o mínimo de custos possível.

Imagem: guiadafarmacia.com.br

Loja Integrada

A primeira plataforma que testei foi uma das mais famosas: a Loja Integrada. E eu a escolhi principalmente por causa da sua popularidade, pois, para mim, isso significava que ela era a melhor opção gratuita do mercado. Mas logo vi que não.

O plano gratuito limita a quantidade de produtos a somente 50, o número de visitas mensais não pode passar de 5.000 e, o pior de tudo, o que me fez pular fora de cara, é que a única opção de intermediador de pagamento que você pode utilizar é o Mercado Pago. Muito limitante.


E-com Clube

Minha segunda plataforma testada foi a E-com.club, com a qual eu simpatizei bastante e realmente cogitei ficar. O site oferece várias opções de personalização da loja, acesso ao código HTML, mais opções de intermediadores de pagamento (Paypal e PagSeguro, além do Mercado Pago) e um limite maior de produtos no plano gratuito: 100 no total. 

Porém, não oferece certificado SSL grátis. É preciso pagar por ele adquirindo-o em empresas especializadas e depois instalá-lo no site. O certificado é um requisito básico para uma loja virtual, pois passa confiabilidade aos clientes, que terão a certeza de estar comprando em um site seguro, que não irá colocar seus dados pessoais em risco. 

E um plano gratuito decente precisa ter isso, já que, na prática, você não vai conseguir operar sem. Por essa falha num ponto tão básico, decidi não ficar na E-com.club e voltei pra minha saga.


Fastcommerce

A terceira opção testada foi a Fast Commerce, que também foi um fiasco. Não gostei do painel administrativo da loja, nada intuitivo. O plano gratuito limita o número de produtos a somente 50 e o único intermediador de pagamento oferecido é o PagSeguro, cujas taxas são um pouco altas.

Além disso, a plataforma lota a sua caixa de e-mail com bobagens e propagandas, e a única forma de se livrar de todo aquele spam é encerrando a loja. Por isso, apesar do certificado SSL gratuito, decidi pular fora da Fast Commerce.


Blogger

Sim, o Blogger também é uma opção de plataforma para a criação de uma loja virtual. E eu tentei usá-lo para isso também, já que é um serviço gratuito, com o qual eu já estou acostumada e que oferece certificado SSL grátis.

Não é difícil encontrar pela internet opções de temas de loja virtual para instalar no Blogger. E eu realmente cheguei a criar um blog com este intuito, a instalar e customizar um template para ser minha loja online. Mas desisti devido à trabalheira que dá deixar um blog com cara de loja virtual confiável. Também tive medo de que o site apresentasse algum bug ou inconsistência na página de checkout e espantasse os clientes.

Nos temas gratuitos, a única forma de pagamento possível é o Paypal, que não é muito usado por compradores dentro do Brasil. Sim, também dá para configurar facilmente botões de pagamento do PagSeguro. Mas não é muito prático, pois você precisa configurar um botão para cada produto isoladamente. O que torna inviável o trabalho de gerenciamento da loja. 

Por isso, eu desisti de montar minha loja no Blogger e recomendo fortemente que você também desista e parta para uma plataforma específica para e-commerce, rs. 


Minestore


Enfim, a última plataforma testada por mim foi a Minestore, que é onde minha loja está hospedada até hoje. Apesar de ter sido a escolhida e de eu estar bastante satisfeita com ela atualmente, preciso confessar que não gostei da Minestore de primeira. As pouquíssimas opções de temas disponíveis e a limitada possibilidade de customização dos mesmos são o principal ponto negativo da plataforma e foi fonte de frustração para mim no início.

Mas, por outro lado, pude constatar que a Minestore é a única plataforma de e-commerce que realmente oferece a possibilidade de uma operação online completa e gratuita. Isso porque o plano sem mensalidade não limita a quantidade de produtos que você pode cadastrar nem o número de visitas mensais, o certificado SSL é gratuito e você pode escolher entre 4 intermediadores financeiros diferentes para operar: Wirecard, Pagseguro, Paypal e Mercado Pago.

Optei pela Wirecard, pois ela é a única opção oferecida dentro do Elo7 e eu já recebia por lá, fora que ela tem uma das menores taxas. Eu pago somente 3,59% nas vendas com cartão de crédito ou 2,60% nos boletos + 0,39 para receber o pagamento em 30 dias.

Além disso, há integração com diversos serviços, como Google Analytics, Google Shopping, Bling, Melhor Envio e aplicativos de chat. Funcionalidades muito importantes dentro de uma loja virtual. Tudo isso sem a cobrança de mensalidade fixa, somente o pagamento de uma taxa de 2,99% sobre cada venda + a taxa cobrada pelo intermediador financeiro escolhido.

Estou com minha loja aberta na Minestore há 9 meses e não tenho do que reclamar. Eu tenho um site seguro, estável, com meu domínio próprio, otimizado para SEO, tudo isso a um custo baixíssimo. Recomendo fortemente esta plataforma para quem precisa abrir uma loja virtual, mas tem pouca ou nenhuma grana para investir.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

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Consertando Meias Sapatilha furadas
Expondo meu dedão do pé na internê para mostrar o conserto que fiz recentemente de um item considerado menos
importante no guarda-roupa feminino e que com certeza irrita muitas mulheres por sua baixa durabilidade.

Com alguns tipos de sapatos, como oxfords, que têm a lateral baixinha, eu prefiro usar meias do tipo sapatilha porque elas ficam escondidas dentro do sapato e deixam o visual mais limpo. Mas, todo mundo sabe que, ao mesmo tempo em que estas meias são práticas e discretas, também não duram nada. 

Na primeira ou segunda vez usando, não importa se suas unhas estavam devidamente cortadas e lixadas, elas já desfiam e abrem um buraco. Um saco! Por isso, depois de chegar ao quarto par de meias furado e encostado no armário, eu resolvi remendá-las. Sim, remendar.

Consertando Meias Sapatilha furadas
4 pares de meias que furaram praticamente na primeira vez usando.
Mas Tamara, isso é tão barato, vale a pena ter todo este trabalho? Sim, realmente é muito barato. Eu paguei apenas 5 reais na última caixinha que comprei com 2 pares. E ainda tenho 1 par novo, sem usar, guardado nela. Mas, é revoltante, estas meias parecem feitas para serem descartáveis de tão pouco que duram.

E a gente precisa parar com este péssimo hábito de simplesmente jogar fora e comprar outro. Pro planeta, não existe fora. Temos que resgatar aquela antiga prática das nossas mães e avós de consertar as coisas quando elas estragavam e usá-las ao máximo. Por isso, eu resolvi ter sim o trabalho de remendar os 4 pares de meias furadas que estavam encostadas no guarda-roupa.

Materiais que usei no conserto: fio para overloque bege, tesoura e agulha.
Usei o ponto chuleio, que é super fácil de fazer à mão, até mesmo para quem não tem nenhuma intimidade com a agulha. E fio para overloque na cor bege, que tem elasticidade, assim como as meias, e não deixou a costura ficar repuxando. Fiz este vídeo mostrando como costurei:



Eu repeti este mesmo processo do vídeo com todos os 4 pares. E este aqui é o resultado final da mesma meia da primeira foto do post:

Consertando Meias Sapatilha furadas
Meia sapatilha fio 70 remendada manualmente com fio para overloque.
Claro que as meias não ficam como novas outra vez, mas o mais importante é que dá para voltar a usá-las normalmente, sem ficar com os dedos escapando pelos buracos e incomodando dentro do sapato. Estou usando todas para ir trabalhar.

E vocês, meninas também usam meias sapatilha e ficam revoltadas com a baixa durabilidade delas? Já tentaram consertá-las de alguma outra forma? Conta para mim nos comentários.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

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Meus Ganhos Google Adsense


Ganhar dinheiro escrevendo sobre o que gosta é o sonho da maioria das pessoas que resolvem ter um blog. Fala-se muito internet afora sobre como é possível viver de blog. O que não faltam são pseudo especialistas no assunto dando dicas "infalíveis" de como ganhar dinheiro na internet. Mas quase ninguém fala como é a realidade da imensa maioria dos blogueiros.

Ganhar dinheiro na internet não é nada fácil. E, se você decide ter um blog com uma pegada mais pessoal, a tarefa se torna mais difícil ainda. Isso porque textos de caráter intimista rendem poucas visualizações, poucos cliques em anúncios e, consequentemente ganhos baixíssimos com programas de afiliados.

Mas, manter um blog ativo dá muito trabalho. São muitas e muitas horas gastas pensando no assunto do próximo post, escrevendo, reescrevendo, tirando fotos, editando... Além disso, é um trabalho muito solitário. Você fala sozinha a maior parte do tempo.

Então, se esta atividade não for algo que tenha um significado pessoal, uma motivação maior do que ganhar dinheiro, não vale a pena. Pelo menos não para mim. Por isso, mesmo sabendo que um blog sobre temas menos "bombados" como o meu não dá muito retorno financeiro, eu prefiro continuar assim.

Cá entre nós, pelo que já vi nestes quase 3 anos de blogosfera, os blogs realmente rentáveis são os que falam sobre como ganhar dinheiro na internet e os que publicam tutoriais para blogueiros. Estes sempre terão tráfego e ganhos garantidos. Já para ganhar dinheiro escrevendo sobre outros assuntos o buraco é beeem mais embaixo.

Como ganhei meus primeiros cem dólares Adsense


Meu histórico de ganhos com o Google Adsense

A forma mais comum e acessível de se ganhar dinheiro com blog é veiculando anúncios do Google. Como já cheguei a contar neste outro post, eu me inscrevi no Adsense com poucos meses de blog, e logo fui aprovada. Mas, começar a veicular anúncios é somente o primeiro passo. Para efetivamente ganhar algo significativo com isso leva tempo, é preciso constância e perseverança.

Em agosto do ano passado, eu finalmente cheguei aos primeiros 100 dólares de ganhos com o Google Adsense. Exatamente no mesmo mês em que o blog completou 2 anos. Sim, eu demorei 2 anos para conseguir atingir o limite de saque.

Nossa, mas é muito tempo! Sim, foi uma longa caminhada... É aquilo que eu disse, se eu falasse sobre temas mais bombados, teria levado muito menos tempo. Mas eu escolhi, em primeiro lugar, escrever somente sobre o que eu gosto e no meu ritmo. Não publico com muita frequência.

Nos primeiros meses após inserir os anúncios, era difícil eu conseguir chegar a 1 dólar por mês (!). Mas, com o tempo, com o número cada vez maior de posts publicados e, consequentemente, um maior número de visitas, os ganhos foram aumentando gradualmente. Porém, ainda assim, de forma bem tímida.

Aos poucos, passei a ganhar por volta de 3 dólares por mês, depois passou para mais ou menos 6. Aí, passei algum tempo nessa faixa. Mais tarde, passou para uns 9 dólares mensais. Fiquei um tempinho  nessa quantia também. Às vezes ganhava mais, às vezes menos. E, atualmente, estou oscilando na faixa de 10 a 20 dólares por mês.

Pouco ainda? Com certeza. Mas, para quem mal ganhava 1 dólar por mês, já foi um avanço. Minha meta é chegar aos 50 dólares por mês até o fim do ano. E, depois, claro, passar a atingir o limite de saque de 100 dólares todos os meses.


Meu primeiro pagamento 

Apesar de ter atingido o saldo mínimo em agosto do ano passado, somente agora no mês passado eu fiz o meu primeiro saque. Isso porque o dinheiro do Adsense é somente uma renda extra para mim. Como na época em que estava próximo de atingir o limite eu estava meio enrolada com outras coisas, eu optei por deixar juntar 200 dólares, aumentando o meu limite de saque.

Mas, se os primeiros 100 dólares demoraram 2 anos para chegar, a segunda centena já levou menos tempo: exatos 9 meses completados em maio. No mês seguinte, junho, o Google enviou o pagamento pra minha conta. Exatamente US$ 210,57. Foi emocionante, rsrs.

E-mail Pagamento Google Adsense



Como recebi o pagamento: Remessa Online

Eu optei por receber pelo Remessa Online, que tem uma taxa bem baixa. A maioria dos blogueiros ainda prefere receber pelo Banco Rendimento, que é mais antigo neste tipo de transação internacional aqui no Brasil. Mas, apesar da insegurança gerada pelo primeiro pagamento, eu decidi arriscar e apostar no Remessa.

Afinal, depois de demorar tanto tempo para juntar o dinheiro, eu não iria dar US$20 de bandeja pro Rendimento, né?! E deu tudo certo, viu. Em 2 dias, já estava com a quantia convertida em reais na minha conta no Itaú. Sem nenhuma dor de cabeça. Se você quiser usar o Remessa Online para receber do Adsense, segue o meu cupom promocional para você pagar ainda menos no spread: TD1162

Pagamento Google Adsense Remessa Online

Dicas sobre os Blocos de Anúncios

Se você leu até aqui, já entendeu que eu estou longe de ser um exemplo de como ganhar dinheiro com blog, rs. Mas, mesmo assim, me atrevo a deixar aqui algumas dicas de uma pessoa real, que resolveu ter um blog para escrever somente sobre o que gosta, da forma que gosta e passou a ganhar alguns trocados com isso.

Eu praticamente não divulgo o blog, pois não tenho muito tempo para isso. Redes sociais já larguei há muito tempo. Só publico de vez em quando no Pinterest, mas meus posts raramente viralizam por lá. Então, 99% das visitas deste blog vêm da busca orgânica do Google sem que eu faça nada além de escrever aqui. Consequentemente, os cliques nos anúncios vêm destes visitantes espontâneos. 

Veja também:

Quais Blocos de Anúncios me dão mais resultados

Eu não uso muitos blocos de anúncios, mas sempre gostei de ter um no topo e outro no rodapé dos textos. O do topo é, de longe, o que mais dá retorno no blog. Também gosto do bloco de conteúdo correspondente, aquele que tem links de propagandas misturadas com artigos do blog e que coloco também após o final dos textos. Os ganhos com ele não são muitos, mas acho legal pro engajamento.

Já usei durante muito tempo também blocos de links, que são aqueles anúncios tipo classificados, em que o clique inicial não é contabilizado, mas somente o segundo clique já na página do anunciante. De início, eu achava bom este formato, mas depois percebi que o retorno não era tão legal assim. Então, tirei.

O bloco InArticle eu uso somente em alguns posts mais acessados, no meio do texto. Mas os ganhos são baixos também. E, recentemente, me rendi aos anúncios automáticos que, de início, eu não gostava, achava que enchia o blog de propagandas. Mas, após alguns ajustes que fiz na configuração deles, estou gostando bastante do retorno. Fez diferença nos ganhos, sim. Recomendo.

Como uma humilde blogueira de moda e artesanato, que vem aumentando os ganhos com o blog em ritmo de formiguinha, eu recomendaria a quem vai começar agora com o Adsense ou para quem já usa, mas está ganhando muito pouco (entenda muito pouco como menos do que eu, rs) usar diferentes formatos de anúncios ao mesmo tempo. 

Claro que não precisa ser todos os tipos disponíveis. Mas variar te ajuda a entender qual funciona melhor no seu blog e quais vale a pena deixar ou não. Atente-se também para a posição dos mesmos. Como eu falei mais acima, meus blocos com melhores ganhos são os mais próximos dos posts.

Bom, era isso. Espero que o meu simples, porém, sincero relato sobre a minha experiência de quase 3 anos com o Adsense seja útil para mostrar a realidade do que são os ganhos financeiros de uma blogueira comum, sem milhões de seguidores e que escreve, acima de tudo, por amor. 

E que este relato não te desanime, mas te motive a prosseguir. Vamos juntos, devagar e sempre!

sexta-feira, 14 de junho de 2019

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Como costurar mão pontos passo a passo

Há um tempo atrás, eu escrevi sobre a importância de resgatarmos o hábito de costurar à mão e passarmos a consertar nossas próprias roupas ao invés de simplesmente descartá-las e comprar novas. Foi um texto bem introspectivo abordando o aspecto sentimental e terapêutico deste ato.

Além de ser um ótimo hobby, costurar à mão é bem democrático, já que não é necessário dominar nenhum aparelho eletrônico, não precisa de eletricidade ou mesmo uma grande habilidade. Bastam suas mãos, agulha e linha.

E, para você que quer começar a costurar à mão e ter autonomia para fazer pequenos reparos nas suas roupas ou da família, eu trouxe este resuminho de como executar os principais pontos, juntamente com exemplos práticos da aplicação de cada um no ajuste de roupas. Vamos lá?

Ponto Chuleio

Ponto Chuleio

Este é o ponto mais comum e também o mais fácil de fazer. Consiste apenas em ir fazendo idas e voltas com a agulha abraçando a borda do tecido. Tem o objetivo de substituir os ponto zig-zag ou  o acabamento em overloque das máquinas e sua função é impedir que o tecido desfie.

Ele também acaba sendo o mais usado por aqueles que não têm tanta intimidade com a costura, pois fecha facilmente qualquer buraquinho ou costura solta, apesar de não oferecer o melhor acabamento nestes casos.

Eu o usei recentemente para remendar os buracos das minhas meias sapatilha desfiadas. Usei fio de overloque ao invés de linha comum, por causa da elasticidade da meia, funcionou super bem. Dá uma olhada!

Ponto Chuleio consertando meia

Ponto de Alinhavo

Ponto Alinhavo

O alinhavo também é bastante usado e igualmente fácil de fazer como o ponto chuleio. Consiste em ir enfiando a agulha por cima e por baixo do tecido, sempre em frente, com espaçamentos longos. Este ponto não proporciona uma costura muito resistente. Por isso, ele pode ser considerado o ponto para "rascunhos", sendo bastante indicado naqueles casos em que você quer ver primeiro como a roupa irá ficar antes de fazer a costura definitiva e mais reforçada.
Ponto Alinhavo Ajuste Roupas

Este é um exemplo de como utilizei o ponto de alinhavo num de meus ajustes recentes. Eu queria transformar esta calça jeans em saia. Então, eu descosturei o meio das pernas dela e, para ver como as partes da frente e das costas ficariam unidas e o quanto eu precisaria ajustar, eu alinhavei. Quando faço isso, normalmente uso só uma perna de linha, como dá para ver ali na foto. É bem um rascunho mesmo.

Ponto Atrás

Ponto Atrás
Ponto Atrás, o mais resistente da costura manual. Na foto, estão sendo unidas 2 folhas de tecido.

Este é o mais resistente dos pontos feitos à mão. Na minha opinião, o único que realmente substitui com maestria a costura à máquina, sem deixar nada a desejar. Tem este nome porque, para fazê-lo, você deve inserir a agulha um pouco à frente e retornar para trás, saindo no meio da largura do ponto anterior. É só ir repetindo este procedimento.

Ponto Atrás
Veja, no ponto de união das 2 folhas de tecido, como a costura fica bem fechadinha.
Eu sou muito fã deste ponto, uso sempre. Principalmente naquelas ocasiões em que estou com preguiça de tirar a tonelada de coisas que eu sempre deixo em cima da máquina, ligá-la, encher carretilha, trocar agulha,...

Nessas horas, acho muio mais prático simplesmente pegar agulha e linha e fazer uma costurinha rápida à mão. Aqui embaixo, trouxe como exemplo uma saia jeans na qual eu dei pences usando o ponto atrás. Fazendo o ponto bem firme, fica muito resistente. Nem parece que foi feito à mão.
Como dar Pence em Jeans à mão
Pences em saia jeans feitas à mão com o ponto atrás.

Você também pode gostar:

Ponto Invisível

Ponto de Bainha Invisível

O ponto invisível, como o próprio nome já diz, tem a finalidade de criar uma costura que não fique visível. É muito usado para a famosa bainha invisível, comum em calças sociais. Considero este o ponto mais chatinho de fazer porque, para que ele realmente fique invisível, você deve pegar somente um ou dois fios do tecido exterior da peça. 

Mais do que isso, a costura aparece do lado de fora. Veja na foto acima que eu pego uma boa largura da borda interna da bainha com a agulha e somente um fiozinho da outra parte. Também não se deve apertar muito, senão mesmo que não apareçam pontos do lado de fora, a costura se tornará visível pelo aspecto franzido e repuxado do tecido.

Ponto de Bainha Invisível

Este ponto exige uma mão bem leve e muita paciência. Mas, vale a pena o esforço. Veja nesta outra foto o lado de fora do tecido sem nenhum sinal da costura interna.

Ponto Cruzado

Ponto Cruzado Bainha
Imagem retirada da revista Figurino - Corte e Costura.
O ponto cruzado ou pé de galinha, como descrito na imagem acima, que retirei de uma revista antiga de costura que eu tenho, é muito usado para fazer bainhas em tecidos mais grossos, onde a delicadeza do ponto invisível não oferece a resistência necessária. Veja nas imagens abaixo como ele fica no tecido.

Ponto Cruzado Bainha
Parte interna de uma bainha em ponto cruzado.

Ponto Cruzado Bainha
Parte externa de bainha em ponto cruzado.

Ponto Caseado

Ponto Caseado
Imagem: agulhadeouroatelie.blogspot.com

Por último, temos o ponto caseado, que é muito usado em para fazer acabamentos decorativos. Seja em bordas de panos de prato ou unindo partes de peças em feltro. Consiste em sempre sair com a agulha por cima da linha, prendendo a laçada anterior.

Como costurar feltro
Imagem: www.escoladefeltro.com.br

Espero que estas dicas sejam úteis para você, te ajudando a dar os primeiros passos na costura à mão. Qualquer dúvida ou sugestão, é só deixar um comentário