sexta-feira, 28 de junho de 2019

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Meus Ganhos Google Adsense


Ganhar dinheiro escrevendo sobre o que gosta é o sonho da maioria das pessoas que resolvem ter um blog. Fala-se muito internet afora sobre como é possível viver de blog. O que não faltam são pseudo especialistas no assunto dando dicas "infalíveis" de como ganhar dinheiro na internet. Mas quase ninguém fala como é a realidade da imensa maioria dos blogueiros.

Ganhar dinheiro na internet não é nada fácil. E, se você decide ter um blog com uma pegada mais pessoal, a tarefa se torna mais difícil ainda. Isso porque textos de caráter intimista rendem poucas visualizações, poucos cliques em anúncios e, consequentemente ganhos baixíssimos com programas de afiliados.

Mas, manter um blog ativo dá muito trabalho. São muitas e muitas horas gastas pensando no assunto do próximo post, escrevendo, reescrevendo, tirando fotos, editando... Além disso, é um trabalho muito solitário. Você fala sozinha a maior parte do tempo.

Então, se esta atividade não for algo que tenha um significado pessoal, uma motivação maior do que ganhar dinheiro, não vale a pena. Pelo menos não para mim. Por isso, mesmo sabendo que um blog sobre temas menos "bombados" como o meu não dá muito retorno financeiro, eu prefiro continuar assim.

Cá entre nós, pelo que já vi nestes quase 3 anos de blogosfera, os blogs realmente rentáveis são os que falam sobre como ganhar dinheiro na internet e os que publicam tutoriais para blogueiros. Estes sempre terão tráfego e ganhos garantidos. Já para ganhar dinheiro escrevendo sobre outros assuntos o buraco é beeem mais embaixo.

Como ganhei meus primeiros cem dólares Adsense


Meu histórico de ganhos com o Google Adsense

A forma mais comum e acessível de se ganhar dinheiro com blog é veiculando anúncios do Google. Como já cheguei a contar neste outro post, eu me inscrevi no Adsense com poucos meses de blog, e logo fui aprovada. Mas, começar a veicular anúncios é somente o primeiro passo. Para efetivamente ganhar algo significativo com isso leva tempo, é preciso constância e perseverança.

Em agosto do ano passado, eu finalmente cheguei aos primeiros 100 dólares de ganhos com o Google Adsense. Exatamente no mesmo mês em que o blog completou 2 anos. Sim, eu demorei 2 anos para conseguir atingir o limite de saque.

Nossa, mas é muito tempo! Sim, foi uma longa caminhada... É aquilo que eu falei no início, se eu falasse sobre temas mais bombados, teria levado muito menos tempo. Mas eu escolhi, em primeiro lugar, escrever somente sobre o que eu gosto e no meu ritmo. Não publico com muita frequência.

Nos primeiros meses após inserir os anúncios, era difícil eu conseguir chegar a 1 dólar por mês (!). Mas, com o tempo, com o número cada vez maior de posts publicados e, consequentemente, um maior número de visitas, os ganhos foram aumentando gradualmente. Porém, ainda assim, de forma bem tímida.

Aos poucos, passei a ganhar por volta de 3 dólares por mês, depois passou para mais ou menos 6. Aí, passei algum tempo nessa faixa. Mais tarde, passou para uns 9 dólares mensais. Fiquei um tempinho  nessa quantia também. Às vezes ganhava mais, às vezes menos. E, atualmente, estou oscilando na faixa de 10 a 20 dólares por mês.

Pouco ainda? Com certeza. Mas, para quem mal ganhava 1 dólar por mês, já foi um avanço. Minha meta é chegar aos 50 dólares por mês até o fim do ano. E, depois, claro, passar a atingir o limite de saque de 100 dólares todos os meses.


Meu primeiro pagamento 

Apesar de ter atingido o saldo mínimo em agosto do ano passado, somente agora no mês passado eu fiz o meu primeiro saque. Isso porque o dinheiro do Adsense é somente uma renda extra para mim. Como na época em que estava próximo de atingir o limite eu estava meio enrolada com outras coisas, eu optei por deixar juntar 200 dólares, aumentando o meu limite de saque.

Mas, se os primeiros 100 dólares demoraram 2 anos para chegar, a segunda centena já levou menos tempo: exatos 9 meses completados em maio. No mês seguinte, junho, o Google enviou o pagamento pra minha conta. Exatamente US$ 210,57. Foi emocionante, rsrs.

E-mail Pagamento Google Adsense



Como recebi o pagamento: Remessa Online

Eu optei por receber pelo Remessa Online, que tem uma taxa bem baixa. A maioria dos blogueiros ainda prefere receber pelo Banco Rendimento, que é mais antigo neste tipo de transação internacional aqui no Brasil. Mas, apesar da insegurança gerada pelo primeiro pagamento, eu decidi arriscar e apostar no Remessa.

Afinal, depois de demorar tanto tempo para juntar o dinheiro, eu não iria dar US$20 de bandeja pro Rendimento, né?! E deu tudo certo, viu. Em 2 dias, já estava com a quantia convertida em reais na minha conta no Itaú. Sem nenhuma dor de cabeça. Se você quiser usar o Remessa Online para receber do Adsense, segue o meu cupom promocional para você pagar ainda menos no spread: TD1162

Pagamento Google Adsense Remessa Online

Dicas sobre os Blocos de Anúncios

Se você leu até aqui, já entendeu que eu estou longe de ser um exemplo de como ganhar dinheiro com blog, rs. Mas, mesmo assim, me atrevo a deixar aqui algumas dicas de uma pessoa real, que resolveu ter um blog para escrever somente sobre o que gosta, da forma que gosta e passou a ganhar alguns trocados com isso.

Eu praticamente não divulgo o blog, pois não tenho muito tempo para isso. Redes sociais já larguei há muito tempo. Só publico de vez em quando no Pinterest, mas meus posts raramente viralizam por lá. Então, 99% das visitas deste blog vêm da busca orgânica do Google sem que eu faça nada além de escrever aqui. Consequentemente, os cliques nos anúncios vêm destes visitantes espontâneos. 

Veja também:

Quais Blocos de Anúncios me dão mais resultados

Eu não uso muitos blocos de anúncios, mas sempre gostei de ter um no topo e outro no rodapé dos textos. O do topo é, de longe, o que mais dá retorno no blog. Também gosto do bloco de conteúdo correspondente, aquele que tem links de propagandas misturadas com artigos do blog e que coloco também após o final dos textos. Os ganhos com ele não são muitos, mas acho legal pro engajamento.

Já usei durante muito tempo também blocos de links, que são aqueles anúncios tipo classificados, em que o clique inicial não é contabilizado, mas somente o segundo clique já na página do anunciante. De início, eu achava bom este formato, mas depois percebi que o retorno não era tão legal assim. Então, tirei.

O bloco InArticle eu uso somente em alguns posts mais acessados, no meio do texto. Mas os ganhos são baixos também. E, recentemente, me rendi aos anúncios automáticos que, de início, eu não gostava, achava que enchia o blog de propagandas. Mas, após alguns ajustes que fiz na configuração deles, estou gostando bastante do retorno. Fez diferença nos ganhos, sim. Recomendo.

Como uma humilde blogueira de moda e artesanato, que vem aumentando os ganhos com o blog em ritmo de formiguinha, eu recomendaria a quem vai começar agora com o Adsense ou para quem já usa, mas está ganhando muito pouco (entenda muito pouco como menos do que eu, rs) usar diferentes formatos de anúncios ao mesmo tempo. 

Claro que não precisa ser todos os tipos disponíveis. Mas variar te ajuda a entender qual funciona melhor no seu blog e quais vale a pena deixar ou não. Atente-se também para a posição dos mesmos. Como eu falei mais acima, meus blocos com melhores ganhos são os mais próximos dos posts.

Bom, era isso. Espero que o meu simples, porém, sincero relato sobre a minha experiência de quase 3 anos com o Adsense seja útil para mostrar a realidade do que são os ganhos financeiros de uma blogueira comum, sem milhões de seguidores e que escreve, acima de tudo, por amor. 

E que este relato não te desanime, mas te motive a prosseguir. Vamos juntos, devagar e sempre!

sexta-feira, 14 de junho de 2019

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Como costurar mão pontos passo a passo

Há um tempo atrás, eu escrevi sobre a importância de resgatarmos o hábito de costurar à mão e passarmos a consertar nossas próprias roupas ao invés de simplesmente descartá-las e comprar novas. Foi um texto bem introspectivo abordando o aspecto sentimental e terapêutico deste ato.

Além de ser um ótimo hobby, costurar à mão é bem democrático, já que não é necessário dominar nenhum aparelho eletrônico, não precisa de eletricidade ou mesmo uma grande habilidade. Bastam suas mãos, agulha e linha.

E, para você que quer começar a costurar à mão e ter autonomia para fazer pequenos reparos nas suas roupas ou da família, eu trouxe este resuminho de como executar os principais pontos, juntamente com exemplos práticos da aplicação de cada um no ajuste de roupas. Vamos lá?

Ponto Chuleio

Ponto Chuleio

Este é o ponto mais comum e também o mais fácil de fazer. Consiste apenas em ir fazendo idas e voltas com a agulha abraçando a borda do tecido. Tem o objetivo de substituir os ponto zig-zag ou  o acabamento em overloque das máquinas e sua função é impedir que o tecido desfie.

Ele também acaba sendo o mais usado por aqueles que não têm tanta intimidade com a costura, pois fecha facilmente qualquer buraquinho ou costura solta, apesar de não oferecer o melhor acabamento nestes casos.

Eu o usei recentemente para remendar os buracos das minhas meias sapatilha desfiadas. Usei fio de overloque ao invés de linha comum, por causa da elasticidade da meia, funcionou super bem. Dá uma olhada!

Ponto Chuleio consertando meia

Ponto de Alinhavo

Ponto Alinhavo

O alinhavo também é bastante usado e igualmente fácil de fazer como o ponto chuleio. Consiste em ir enfiando a agulha por cima e por baixo do tecido, sempre em frente, com espaçamentos longos. Este ponto não proporciona uma costura muito resistente. Por isso, ele pode ser considerado o ponto para "rascunhos", sendo bastante indicado naqueles casos em que você quer ver primeiro como a roupa irá ficar antes de fazer a costura definitiva e mais reforçada.
Ponto Alinhavo Ajuste Roupas

Este é um exemplo de como utilizei o ponto de alinhavo num de meus ajustes recentes. Eu queria transformar esta calça jeans em saia. Então, eu descosturei o meio das pernas dela e, para ver como as partes da frente e das costas ficariam unidas e o quanto eu precisaria ajustar, eu alinhavei. Quando faço isso, normalmente uso só uma perna de linha, como dá para ver ali na foto. É bem um rascunho mesmo.

Ponto Atrás

Ponto Atrás
Ponto Atrás, o mais resistente da costura manual. Na foto, estão sendo unidas 2 folhas de tecido.

Este é o mais resistente dos pontos feitos à mão. Na minha opinião, o único que realmente substitui com maestria a costura à máquina, sem deixar nada a desejar. Tem este nome porque, para fazê-lo, você deve inserir a agulha um pouco à frente e retornar para trás, saindo no meio da largura do ponto anterior. É só ir repetindo este procedimento.

Ponto Atrás
Veja, no ponto de união das 2 folhas de tecido, como a costura fica bem fechadinha.
Eu sou muito fã deste ponto, uso sempre. Principalmente naquelas ocasiões em que estou com preguiça de tirar a tonelada de coisas que eu sempre deixo em cima da máquina, ligá-la, encher carretilha, trocar agulha,...

Nessas horas, acho muio mais prático simplesmente pegar agulha e linha e fazer uma costurinha rápida à mão. Aqui embaixo, trouxe como exemplo uma saia jeans na qual eu dei pences usando o ponto atrás. Fazendo o ponto bem firme, fica muito resistente. Nem parece que foi feito à mão.
Como dar Pence em Jeans à mão
Pences em saia jeans feitas à mão com o ponto atrás.

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Ponto Invisível

Ponto de Bainha Invisível

O ponto invisível, como o próprio nome já diz, tem a finalidade de criar uma costura que não fique visível. É muito usado para a famosa bainha invisível, comum em calças sociais. Considero este o ponto mais chatinho de fazer porque, para que ele realmente fique invisível, você deve pegar somente um ou dois fios do tecido exterior da peça. 

Mais do que isso, a costura aparece do lado de fora. Veja na foto acima que eu pego uma boa largura da borda interna da bainha com a agulha e somente um fiozinho da outra parte. Também não se deve apertar muito, senão mesmo que não apareçam pontos do lado de fora, a costura se tornará visível pelo aspecto franzido e repuxado do tecido.

Ponto de Bainha Invisível

Este ponto exige uma mão bem leve e muita paciência. Mas, vale a pena o esforço. Veja nesta outra foto o lado de fora do tecido sem nenhum sinal da costura interna.

Ponto Cruzado

Ponto Cruzado Bainha
Imagem retirada da revista Figurino - Corte e Costura.
O ponto cruzado ou pé de galinha, como descrito na imagem acima, que retirei de uma revista antiga de costura que eu tenho, é muito usado para fazer bainhas em tecidos mais grossos, onde a delicadeza do ponto invisível não oferece a resistência necessária. Veja nas imagens abaixo como ele fica no tecido.

Ponto Cruzado Bainha
Parte interna de uma bainha em ponto cruzado.

Ponto Cruzado Bainha
Parte externa de bainha em ponto cruzado.

Ponto Caseado

Ponto Caseado
Imagem: agulhadeouroatelie.blogspot.com

Por último, temos o ponto caseado, que é muito usado em para fazer acabamentos decorativos. Seja em bordas de panos de prato ou unindo partes de peças em feltro. Consiste em sempre sair com a agulha por cima da linha, prendendo a laçada anterior.

Como costurar feltro
Imagem: www.escoladefeltro.com.br

Espero que estas dicas sejam úteis para você, te ajudando a dar os primeiros passos na costura à mão. Qualquer dúvida ou sugestão, é só deixar um comentário

sexta-feira, 31 de maio de 2019

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Igreja da Candelária Centro do Rio
Costas da Igreja da Candelária, vista da Av. Presidente Vargas no Centro.
Eu já comentei várias vezes aqui no blog sobre o quanto eu gosto de ir ao Centro do Rio fazer aquela dobradinha compras na Saara + exposições nos centros culturais. Mas eu ainda não tinha falado especificamente sobre os meus passeios por lá. Então, hoje, o post é inteirinho dedicado a essa região da cidade que eu tanto amo.

Diferentemente do centro de São Paulo, que tem uma vida noturna pulsante com diversas opções de lazer, o centro do Rio é mais diurno, talvez por não concentrar tantos prédios residenciais quanto a capital paulista.

Por isso, eu gosto de fazer os meus passeios normalmente aos sábados, para aproveitar bem o dia. Costumo ir pro Centro de ônibus ou trem, desço sempre na Central e, para ir pra Saara, gosto de passar por dentro do Campo de Santana ao invés de ir pela calçada da Presidente Vargas.


Campo de Santana

Campo de Santana Centro do Rio
Toda a exuberância do Campo de Santana numa manhã ensolarada de sábado.

Nosso "Central Park" carioca tem fama de ser um lugar não muito seguro, está sempre meio abandonado, mas, ainda assim, é um parque muito bonito. Um verdadeiro oásis em meio a tanto asfalto e concreto.

Campo de Santana Centro do Rio

Não costumo me demorar ali dentro, apenas prossigo pro meu destino, mas nem por isso deixo de admirar a beleza das árvores, animais e lagos do local. A natureza dá uma acalmada e contrasta com o corre-corre das ruas do entorno. De lá sigo caminhando pros meus destinos ao longo do dia.


Saara

Saara Centro do Rio
Esquina da Rua Senhor dos Passos, na Saara.
A única foto não ficou muito boa, né?! Mas é que, depois que eu entro neste vuco-vuco aí, nem lembro mais de tirar fotos. Fico devendo. :)

Eu vou muito à Saara, seja para comprar materiais de costura e artesanato, roupas e outras besteirinhas para mim ou simplesmente para bater perna mesmo! Adoro a atmosfera dali, aquele vai e vem de gente de tudo o quanto é canto, aquele amontoado de lojas vendendo todo tipo de coisa, a Rádio Saara tocando aquelas propagandas e vinhetas surreais...

Quem nunca saiu de lá cantando "Meia colegial é 1 real, é 1 real, é 1 real..." que atire a primeira pedra, rs. Bom, na verdade, acho que agora são 2 reais, né?! Mas a versão original ficou na cabeça,rs.

Quando eu vou para comprar alguma coisa específica que não seja na Caçula, que já estou cansada de saber onde é, costumo pesquisar o endereço no Google antes ou sempre pegar o cartão da loja porque, por incrível que pareça, até hoje eu fico um pouco perdida em relação à localização de algumas lojas.

Se eu passar e deixar para comprar depois, já era. Nunca sei se vi uma coisa na Senhor dos Passos ou na Alfândega. Só sei diferenciar bem a Buenos Aires, que está sempre mais vazia e as lojas têm outro perfil.


Onde almoçar: dica de restaurante

Depois de horas batendo perna na Saara, dá aquela fome e, quando estou ali, sempre almoço no restaurante Bravo Ricardo, que fica bem no começo da Buenos Aires, entre a Caçula e o Campo de Santana.

Restaurante Bravo Ricardo Centro do Rio

Encontrar um bom lugar para comer no Centro não é uma tarefa muito fácil. Eu já passei mal algumas vezes comendo em restaurantes ruins ou trocando o almoço por salgados duvidosos. Por isso, prefiro não arriscar mais e sempre como lá.

O restaurante é ótimo, eles têm sempre um arroz de frutos do mar que eu amo, além de uma grande variedade de saladas e petiscos. Mas claro que toda esta qualidade tem um preço. O quilo da comida atualmente está em torno de 55 reais. Acho meio puxado, mas como eu como pouco, não fica tão caro. E vale a pena porque a comida é boa mesmo. Super indico.


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Museus e Centros Culturais

Já alimentada, eu sigo para a segunda parte do passeio, que é visitar os museus e centros culturais para ver as exposições em cartaz. Como são vários, nem sempre eu vou a todos. Às vezes, dou uma passada no Centro Cultural dos Correios, que sempre tem muitas exposições ao mesmo tempo.

Já a Casa França Brasil, bem do lado do CCBB, eu quase nunca vou porque não costuma ter nada muito interessante. A Caixa Cultural eu frequentava bastante, mas, infelizmente, anda bem abandonada. Na última vez em que estive lá, acho que em abril, não havia nem uma exposição sequer em cartaz. As salas estavam todas vazias, bem triste.

E, de vez em quando, eu desço a Primeiro de Março e vou até a Praça XV olhar o mar e ver o que tá rolando no Paço Imperial, mas nos últimos tempos ele anda bem parado também.

Praça Mauá - MAR e Museu do Amanhã

Nesta minha última ida ao Centro, eu fui até a Praça Mauá. E, pela primeira vez, vi as exposições em cartaz no MAR, o Museu de Arte do Rio. Eu já tinha ido lá antes, mas somente para olhar a vista lá de cima do prédio e tirar fotos junto com amigos. Claro que, mesmo sozinha, eu subi no terraço novamente para apreciar a vista.

Vista do terraço do MAR, onde se vê a Praça Mauá, com o Museu do Amanhã na ponta, a Baía de Guanabara
e a Ponte Rio Niterói ao fundo. 

Fiz fotos do chão também. Abaixo, o Museu do Amanhã mais de perto.


Desta vez, o ingresso pras exposições estava gratuito. Eu aproveitei e vi as mostras Mulheres na Coleção MAR, O Rio dos Navegantes, Fluxo e Rosana Paulino:a costura da memória. Gostei mais destas duas últimas.
Exposição A costura da memória Rosana Paulino
Detalhe de uma das obras da exposição A costura da memória, da artista Rosana Paulino, em cartaz no MAR.

CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil

CCBB, que fica ali na Primeiro de Março, para mim, é uma parada obrigatória! SEMPRE vou lá. E, na minha última visita, vi a exposição 50 anos de Realismo, que está muito boa. As esculturas hiper realistas são de uma perfeição impressionante!

Exposição 50 Anos de Realismo CCBB RJ
Obra Mãe e filho, de John Deandrea.

Lá eu ainda vi também a exposição Paul Klee - Equilíbrio Instável. E depois, vim embora, satisfeita por alimentar a alma com mais um dia de andanças, descobertas e arte no Centro do Rio.

Igreja da Candelária Centro do Rio
Frente da Igreja da Candelária vista do CCBB.
Fim de tarde no Centro do Rio, hora de voltar para casa depois de mais um dia inteiro de passeio pelo coração da cidade.

Sério, eu volto renovada destes passeios. Caminhar pela cidade é terapêutico, faz a gente esquecer um pouco dos problemas, refletir e, até mesmo, se encontrar consigo mesmo ao vagar por aí sem compromisso.

Espero que tenha gostado do post. Agora, me conta, você também gosta de tirar um dia para simplesmente flanar por aí? Qual o seu lugar preferido aqui no Rio ou na sua cidade?

sexta-feira, 17 de maio de 2019

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Customização Bata Indiana Cropped

E por aqui, a reformulação do guarda-roupa segue firme e forte! No post de hoje, eu mostro mais uma peça que ganhou cara nova nos últimos dias. Trata-se de uma bata indiana que eu transformei em cropped.

Eu comprei esta bata há anos atrás na Saara por R$10. Foi numa fase em que eu estava com mania de blusas mais longas para usar com legging. Comprei várias! Mas acabou que esta eu nunca cheguei a usar.



Eu vestia e me sentia estranha. Não sei se porque ela é riponga demais e não tem muito a ver com o meu estilo... Não sei explicar ao certo o motivo, já que eu gosto da estampa. Mas fato é que ela ficou parada aqui em casa anos a fio até que, dia desses, me veio a ideia de transformá-la em cropped. 

Aliás, acho que estou na fase do cropped agora, né?! Tudo eu quero transformar em cropped, já perceberam? rs Espero que tudo que eu estou cortando agora eu não queira emendar de novo depois, hahaha. 

Mas, voltando ao processo de nascimento deste meu mais novo cropped, eu quis cortá-lo de forma que se destacasse o barrado da estampa, a parte mais escura, próxima à bainha da bata. E assim o fiz.

Costurando bata indiana

Desta vez, eu não tirei tantas fotos do processo, mas usei como base a mesma modelagem que serviu para cortar o outro cropped jeans que fiz recentemente. Aquele que mostrei neste post aqui. As mangas foram a parte que eu alterei menos. Alterei o desenho da cava e afunilei um pouco na largura.

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Cropped estampa indiana

E este foi o resultado final! Ficou exatamente do jeito que eu queria! Um cropped com uma manga mais compridinha, mas, ao mesmo tempo, levinho, de viscose, que dá para usar também no verão.



Claro que já usei e estou amando! Aqui nesta foto, eu estava indo pro Correio postar minhas caixinhas de pedidos, por isso a bolsa enorme e a cara de cansaço :)

Bom, era isso. O post foi só para mostrar que mais uma peça foi salva do limbo.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

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Benefícios Artesã formalizar MEI

Como artesã e empreendedora, eu gosto de sempre estar trazendo aqui pro blog assuntos relacionados a este universo e que possam ajudar de alguma forma quem tem o mesmo ofício que eu. Já contei aqui sobre a minha experiência vendendo no Elo7, como foi o processo para tirar a minha carteira de artesã, como obter reembolso dos Correios quando o seu produto é roubado antes de chegar ao cliente, entre outras coisas.

No ano passado, além de tirar a carteira de artesã, eu também me tornei MEI, Microempreendedora Individual. Este é, sem dúvida, o mais importante passo que dei nesta minha fase pós carteira assinada e recomendo todas as artesãs que trabalham de forma autônoma a fazer o mesmo. Atualmente, sou MEI há mais de um ano, e decidi escrever este artigo falando sobre os motivos pelos quais uma trabalhadora autônoma deve se formalizar.


1) Ter direito à Aposentadoria

Quem escolhe ser artesã quase sempre trabalha por conta própria e, por isso, tem uma vida financeira muito instável. Nós não temos salário fixo, carteira assinada, FGTS, etc... Por isso, abrir uma MEI proporciona uma certa segurança ao nos dar a possibilidade de contribuirmos para a previdência e, assim, podermos nos aposentar.

A única obrigação financeira do MEI é exatamente o pagamento da contribuição mensal, a guia de recolhimento DAS. Seu valor engloba a contribuição de 5% do salário mínimo ao INSS mais alguns impostos, que variam de acordo com a atividade desenvolvida. Veja a lista de atividades permitidas e os diferentes valores acessando o Portal do Empreendedor: www.portaldoempreendedor.gov.br

Mas, vale lembrar que o MEI só tem direito à aposentadoria por idade, que hoje se atinge aos 60 anos para mulheres e 65 anos para os homens, se a pessoa tiver atingido o número mínimo de 180 contribuições mensais. 

Para ter direito à aposentadoria por tempo de contribuição, é necessário que o MEI complemente a sua contribuição mensal para 20% do salário mínimo. Para isso, é preciso ir até uma agência do INSS e realizar os trâmites necessários.

O valor da contribuição do MEI é mais baixo do que a contribuição como autônomo (11%), que seria a outra opção possível para quem é artesã.


2) Ter um CNPJ

Ao abrir uma MEI, o empreendedor imediatamente passa a ter o seu CNPJ. E, com isso, passa a ter acesso a algumas facilidades reservadas somente para pessoa jurídica, tais como crédito facilitado, conta bancária do tipo empresa, com taxas menores, desconto na compra de insumos em certas redes de lojas, entre outros benefícios.

Além disso, quando tem um CNPJ, a artesã passa mais confiança aos seus clientes, pois mostra que está profissionalmente comprometida com o seu trabalho, que ele não é apenas um hobby. 

Inclusive, é recomendável que, ao montar uma loja virtual, você tenha uma empresa registrada para poder realizar suas operações fiscais e financeiras de forma regularizada. E também porque, ter os seus dados de PJ visíveis no site passa mais credibilidade aos clientes na hora da compra.


3) Poder emitir Nota Fiscal

Apesar do MEI não ser obrigado a emitir nota fiscal ao vender produtos para pessoas físicas, ter acesso a essa ferramente é importante, por exemplo, para quando eventualmente surgirem oportunidades de venda para empresas, caso em que a emissão é obrigatória.

Para poder emitir NFs, o MEI deve solicitar autorização à Secretaria de Fazenda do seu estado ou município.


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4) Poder tirar licença-maternidade

Outro importante benefício do INSS a que o MEI tem direito é o salário-maternidade, pelo período de 120 dias após o nascimento ou adoção da criança, e desde que cumprido o número mínimo de 10 contribuições mensais.

Ter este amparo financeiro num período tão sagrado e delicado da vida de uma mulher é muito importante. Ainda mais quando se trata de uma mulher artesã, autônoma, que vive da sua produção manual, que fica obviamente bem abaixo do normal durante este momento de recuperação pós-parto e necessária atenção integral ao bebê. 


5) Acesso a Plano de Saúde Empresarial

Além dos benefícios previdenciários e das facilidades fiscais, outra vantagem em se tornar MEI é poder ter um plano de saúde empresarial, que possui valores mais em conta do que a modalidade pessoa física.

Para a contratação, é necessário cumprir alguns requisitos, como ter o MEI ativo há pelo menos 6 meses e cadastrar no mínimo 2 beneficiários. Se o empreendedor não tiver um empregado, pode cadastrar um dependente.

Claro que, antes de contratar um plano de saúde, é preciso pesquisar qual empresa está oferecendo serviços e valores mais vantajosos para não cair em ciladas. 

Bom, espero ter contribuído para sanar dúvidas e ajudar você, artesã, a se decidir pela formalização em prol do seu pequeno negócio, da sua estabilidade financeira e, claro, do seu próprio bem-estar. Pois trabalhar por conta própria não é moleza e o quanto mais pudermos nos resguardar melhor.

Para abrir a sua MEI ou esclarecer maiores dúvidas, acesse: 
                               Portal do Empreendedorwww.portaldoempreendedor.gov.br

sexta-feira, 3 de maio de 2019

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Ecobag Francesa Crochê sacola reutilizável

Há alguns anos, temos assistido a uma crescente conscientização da população quanto à necessidade de alterarmos os nossos hábitos de consumo. Com o aquecimento global e o consequente aumento no número de catástrofes naturais, não há mais como ignorar a influência humana sobre o clima do planeta.

Os oceanos estão ficando abarrotados de plástico. Inúmeros animais marinhos têm perdido a vida ou ficado gravemente feridos pelo lixo acumulado em seu habitat. Materiais que não deveriam estar lá. É urgente que sigamos mudando nossos hábitos de produção e consumo.


As primeiras Ecobags

Cada sacola de plástico que você utiliza para embalar suas compras no mercado, na farmácia ou na feira, por exemplo, vira um lixo que, provavelmente, acabará sendo descartado de maneira inadequada no meio ambiente.

Uma pequena escolha, uma ação que parece isolada, mas que, repetida diariamente por milhares de pessoas, gera toneladas de lixo plástico todos os dias. Um material que leva mais de 300 anos para se decompor.

Justamente por causa deste impacto negativo gerado pelo plástico que, por volta do início dos anos 2000, surgiram as primeiras ecobags. Sacolas reutilizáveis criadas para substituir o uso de sacos plásticos nas compras.

Geralmente feitas de tecido ou outros materiais duráveis, as ecobags se popularizaram rapidamente, tornando-se um acessório básico pra maioria das pessoas. Atualmente, elas são usadas não somente para transportar compras, mas também diversos outros itens pessoais.


Ecobag Francesa de Crochê (French Market Bag)

Após ser alçada a acessório fashion, as já tradicionais ecobags ganharam uma nova versão recentemente: a chamada ecobag francesa. Popularizado na Europa, este é o novo modelo de bolsa ecológica que vem fazendo bastante sucesso mundo afora. 

Ecobag Francesa Crochê sacola reutilizável

Feitas de crochê, estas novas ecobags têm o tamanho expansível, se adaptando ao que você colocar dentro delas. A trama em ponto rede, que as torna conhecidas também como netbags (net = rede, em inglês) permite que se visualize totalmente o conteúdo da bolsa, facilitando o momento das compras.

A estrutura lembra os saquinhos usados para transportar frutas como limões e laranjas nas feiras livres. Porém, aqueles são feitos de plástico. Já as nossas ecobags são todas feitas em linha de algodão. Atualmente, temos estes  modelos disponíveis na loja:

Ecobag Francesa Crochê Bolsa Reutilizável
Ecobag de crochê confeccionada em barbante de algodão na cor terra. Confira mais detalhes acessando um dos links abaixo:
Ecobag de crochê confeccionada em linha de algodão na cor royal. Adquira através do link abaixo:
  Ecobag Francesa Crochê Royal - Modelo Exclusivo!

Ecobag Francesa Crochê sacola reutilizável

Ecobag de crochê confeccionada em barbante de algodão cru. Adquira através dos links abaixo:
Ecobag Francesa Crochê sacola reutilizável

Ecobag de crochê confeccionada em linha de algodão na cor royal. Adquira através dos links abaixo:
Também chamada lá fora de grossery bag (grossery = mercearia, em inglês), a ecobag de crochê não fica restrita ao momento das compras, podendo ser usada também para ir à praia, ao parque ou onde mais você desejar.
Em breve, teremos novos modelos no site. Fiquem ligadxs!